Cheguei a Shirahama no domingo, dia 29/3, e fui direto buscar a bicicleta que havia alugado na loja da Giant, em Shirahama. Depois de pegá-la, segui pedalando até Tanabe, ao Tourist Information Center, para retirar o passaporte que deve ser carimbado ao longo do caminho, a fim de obter o certificado de conclusão do percurso.
No dia seguinte, saí de Shirahama logo cedo em direção a Hongu pela rota conhecida como Nakahechi Imperial Route. A primeira parada, após aproximadamente 13 km, foi em um pequeno templo (oji), localizado em Wakayama, às margens do rio Tonda, chamado Inabane-oji. A primeira menção a esse templo de que se tem notícia é de 1109, no diário Chūyūki, de Fujiwara no Munetada (1062–1141), um importante nobre da corte do final do período Heian, no Japão.
No dia seguinte, saí de Shirahama logo cedo em direção a Hongu pela rota conhecida como Nakahechi Imperial Route. A primeira parada, após aproximadamente 13 km, foi em um pequeno templo (oji), localizado em Wakayama, às margens do rio Tonda, chamado Inabane-oji. A primeira menção a esse templo de que se tem notícia é de 1109, no diário Chūyūki, de Fujiwara no Munetada (1062–1141), um importante nobre da corte do final do período Heian, no Japão.
Seguindo pela estrada 311, depois de mais 11 km, alcancei outro pequeno templo, chamado Takijiri-oji, bem no início da trilha para Hongu e ao lado do Centro de Informações. Este é considerado o ponto de entrada para a região de Kumano. Takijiri fica na confluência dos rios Tonda e Ishiburi e significa “Base da Cachoeira”.
A trilha começa com um trecho de subida bem íngreme, por aproximadamente 400 metros. Deixei a bicicleta ao lado do templo e subi a pé por um caminho bastante acidentado, mas muito bem sinalizado, até alcançar Nezu-oji, que significa “no sleep”, em referência aos guardas que costumavam ficar acordados a noite toda para proteger seus imperadores.
Seguindo por uma estrada secundária — um caminho paralelo à trilha —, por mais cerca de 4 km, cheguei ao templo Takahara Kumano-jinja, um dos edifícios mais antigos ao longo deste trecho da rota de peregrinação, cercado por árvores de cânfora milenares. O pavilhão é do estilo Kasuga, com um telhado que cobre a escadaria que leva à porta do templo. A paisagem, neste ponto, é realmente deslumbrante.
Deixando a vila de Takahara, segui pela trilha, por um caminho no meio de uma floresta repleta de cedros muito antigos, até alcançar Daimon-oji. Nesse trecho, o percurso é bastante difícil. Em muitos momentos, tive que empurrar a bicicleta, pois uma mistura de raízes de árvores e pedras soltas torna inviável pedalar. Esta foi uma parte muito exigente do trajeto, feita quase completamente a pé. Passei por Osakamoto-oji, localizada próxima ao topo da montanha, e em seguida comecei a descer — ainda sem poder pedalar — até cruzar o rio Tsuge. Mais adiante, o caminho cruzou novamente a estrada 311, e segui por ela até chegar à vila de Chikatsuyu, onde se encontra um pequeno templo com o mesmo nome: Chikatsuyu-oji.
Deixando a vila de Takahara, segui pela trilha, por um caminho no meio de uma floresta repleta de cedros muito antigos, até alcançar Daimon-oji. Nesse trecho, o percurso é bastante difícil. Em muitos momentos, tive que empurrar a bicicleta, pois uma mistura de raízes de árvores e pedras soltas torna inviável pedalar. Esta foi uma parte muito exigente do trajeto, feita quase completamente a pé. Passei por Osakamoto-oji, localizada próxima ao topo da montanha, e em seguida comecei a descer — ainda sem poder pedalar — até cruzar o rio Tsuge. Mais adiante, o caminho cruzou novamente a estrada 311, e segui por ela até chegar à vila de Chikatsuyu, onde se encontra um pequeno templo com o mesmo nome: Chikatsuyu-oji.
Voltei a pedalar por uma estrada secundária, desta vez asfaltada, em direção a Tsugizakura-oji, um dos 99 templos da região de Kumano, cercado por oito árvores de cedro com idade estimada de 800 anos. Ao longo do caminho, passei por alguns pequenos ryokans à beira da estrada, até alcançar o templo, que fica próximo de uma cerejeira muito antiga, conhecida como Hidehira-zakura.
Em função do horário e da necessidade de chegar a Hongu antes das 17h, desci até a estrada 311 e segui por um excelente trecho, praticamente todo em descida, até chegar ao templo de Kumano Hongu Taisha, que ainda estava aberto. O templo fica no alto de uma grande escadaria, às margens do rio Kumano. Após visitá-lo e também o Kumano Hongu Heritage Center, segui em direção ao Kawayu Onsen Fujiya, onde me hospedei, às margens do rio Oto.


