Acordei antes das 6h, pois, apesar de o trajeto ser relativamente plano — o que, na realidade, não existe —, a distância e a necessidade de chegar a tempo a Shirahama para pegar o trem não me permitiam atrasar.
Saí por volta das 7h em direção ao centro da vila, pois queria conhecer o mercado de peixes, onde é vendido o que foi pescado na noite anterior. Ali são comercializadas centenas de atuns de todos os tamanhos, uma visão realmente impressionante.
A região da Península de Kii é relativamente montanhosa, e a costa, bem acidentada, com pequenas ilhas e diversos rios que deságuam no mar. A maior parte do caminho segue em paralelo à estrada de ferro que liga as pequenas cidades da região.
Em diversas partes da costa, é possível ver uma infraestrutura voltada à proteção dos vilarejos contra tsunamis, tempestades e ressacas, incluindo paredões de até 15 metros de altura e quebra-mares nas baías, tudo ancorado em grandes profundidades, buscando combater a erosão natural do mar.
A pesca é muito presente em toda essa costa, e é possível ver muitos barcos pesqueiros nos portos. A maior parte das vilas se concentra em regiões mais planas ao longo dos rios que correm para o Pacífico.
Em virtude da topografia, a estrada passa por diversos túneis ao longo da costa, sendo o maior deles o Hiki Tunnel, com 1.184 metros de extensão. As duas maiores cidades por onde passei nessa rota foram Kushimoto e Susami, antes de chegar a Shirahama por volta das 14h.
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