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Saí de Taormina logo cedo com um belíssimo nascer do sol no horizonte. Pedalei pelo litoral, passando por Naxos até alcançar Chianchitta.

Daí em diante segui pelo vale do rio Alcantara até Francavilla di Sicilia. O nome do rio é de origem árabe, Al-Qantarah, que significa “ponte”, em referência a uma antiga ponte romana existente na região. O resfriamento do magma do vulcão Etna ao longo de milhares de anos criou paredes de basalto e desfiladeiros conhecidos como Gole dell’Alcantara.

Após passar por Francavilla di Sicilia, que fica às margens do rio Alcantara, segui na direção de Castiglione di Sicilia, um pequeno vilarejo medieval situado em uma das encostas do monte Etna. A pequena comuna, bem como a vista do Etna, é maravilhosa, fazendo parte da associação Borghi più belli d’Italia.

Saindo dali, segui em direção a Randazzo. Uma subida de aproximadamente 20 km, porém relativamente suave. Chegando a Randazzo, tive que consertar um pneu que furou. Considerando que o furo era muito pequeno, consegui chegar até uma oficina, a Cicli Guidotto, onde fui muito bem atendido e consegui realizar a troca da câmara rapidamente. A proximidade com o vulcão faz com que grande parte das construções antigas de Randazzo sejam construídas com pedras vulcânicas, dando à cidade o apelido de “cidade preta”.

Seguindo em direção a Nicosia, passei por regiões muito bonitas e férteis, incluindo as comunas de Cesaró, onde está localizado o Borgo San Giuliano, Troina e Cerami, todas com as suas partes mais antigas situadas no alto das colinas.

Cheguei a Nicosia por volta das 18h30, com um belíssimo pôr do sol que pintou o céu de laranja.