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O amanhecer em Caltanisseta foi muito bonito. Apesar de não estarem previstas longas subidas neste dia, a altimetria final foi de 1730 metros ao longo dos 141 km.

A primeira cidade que cruzei no caminho foi Pietraperzia, novamente situada no alto de uma colina. Não parei, pois queria chegar o quanto antes a Piazza Armerina para visitar a Villa Romana del Casale, famosa devido à excepcional coleção de mosaicos que abriga, perfeitamente conservados ao longo do tempo graças a uma camada de barro resultante de uma inundação antiga. Segundo arqueólogos, a vila foi construída na última fase do Império Romano (entre os séculos III e V d.C.). 

Saindo da Villa, passei por Piazza Armerina, com sua imensa catedral no topo da colina, e segui em direção a San Michele di Ganzaria, de onde se tem uma belíssima vista do Etna.

Continuei em direção a Caltagirone e Ragusa, de onde já se pode avistar o mar.

Cheguei a Ragusa por volta das 18h e, depois de tudo arrumado, fui jantar em um bairro muito antigo da cidade, conhecido como Ragusa Ibla, construído após o terremoto de 1693, que arrasou o leste da Sicília, mas é responsável pelos maiores tesouros do barroco siciliano. Após a catástrofe, a nova cidade foi construída, mas as famílias nobres se recusaram a transferir suas residências para outras partes da cidade e reconstruíram a velha Ibla e seus palácios, mais bonitos e suntuosos do que antes.